Na casa em que eu nasci, tinha um quintal muito grande e nós as meninas, ás vezes passavamos á tarde toda brincando nos fundos de casa. No lote bem caido havia pés de bananeira, abacate, goiaba e bem no fundo um bambuzal. Cada menina tinha um cantinho que era cuidadosamente limpo e enfeitado com flores silvestres, raminhos e brinquedos. A fantasia corria solta, conseguiamos brincar com fadas, bruxas e sacis,neste mundo de imaginação.Como na historia de Monteiro Lobato, eu acreditava que os sacis moravam no gomo de bambu e sempre achei que eles iam aparecer e brincar com agente naquele mundo de fantasia. A velha goiabeira servia de gangorra, uma corda passada no galho e um pedaço de madeira com assento, balançavamos contra o vento e como era bom, dava um friozinho na barriga. Um dia a filha da vizinha segurou a corda da gangorra, balançou bem e quando estava bem alto, soltou as mãos, abriu os braços e gritou: " Nacional Kid...." , e esburrachou no meio do mato do outro lado da cerca. Graças a Deus que o mato era alto e ela só saiu um pouco arranhada e rimos bastante depois.Ela disse que queria voar como ele, um super heroi da época. Tempo maravilhoso e como éramos felizes....
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Adoro esse texto, já tinha lido antes! Bjos! :)
ResponderExcluirSou eu, o Fàbio quem comentou no comment anterior!
ResponderExcluirComo sei que vc gosta de Vinicius e agora pouco me deparei com essa preciosidade de poema, quis dividí-lo com vc!
ResponderExcluir"Como dizia o poeta
Quem já passou por essa vida e não viveu
Pode ser mais, mas sabe menos do que eu
Porque a vida só se dá pra quem se deu
Pra quem amou, pra quem chorou, pra quem sofreu
Ah, quem nunca curtiu uma paixão nunca vai ter nada, não
Não há mal pior do que a descrença
Mesmo o amor que não compensa é melhor que a solidão
Abre os teus braços, meu irmão, deixa cair
Pra que somar se a gente pode dividir
Eu francamente já não quero nem saber
De quem não vai porque tem medo de sofrer
Ai de quem não rasga o coração, esse não vai ter perdão
Quem nunca curtiu uma paixão, nunca vai ter nada, não"
Vinícius de Moraes