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segunda-feira, 1 de março de 2010

Sobre a morte ou o morrer.

De repente me vejo diante de momentos tão sofridos, tão iguais. Angustias, choros, depressoes, perguntas sem respostas. Momentos já vividos com pessoas diferentes, mas que chego a compreendê -los cada vez mais, quando me vejo diante da nossa realidade maior: a morte. Somos seres tão pequenos, tão inseguros e insignificantes, e, só quando nos deparamos com ela, é que valorizamos a nossa saude, o ar que respiramos. Brigas, desentendimentos, tanta hipocrisia, para depois fecharmos os olhos e partirmos para uma outra dimensão. Não levamos sequer nossas roupas, nosso tesouros. Nossa vida tão guardada, fica nesse momento exposta a todos. Nossos segredos, coisas, roupas, gavetas, cartas e tudo mais, é mexido, remexido, rasgado, lido revirado, disputado e repartido. Às vezes até com um certo deboche diante da total fragilidade. Então, cada pessoa querida ou não por nós, quer um pouquinho das nossas heranças (?).

Nosso espirito segue reto, imune, ileso, aliviado, ja cumpriu seu papel na terra, e quem, sabe um dia volte em outro corpo, ou vire uma linda estrela no ceu, ou fique bem juntinho de Deus. O resto é só poeira. O tempo passa e somos esquecidos lentamente, ou quem sabe nunca, guardados na memoria de quem nos ama e sempre vai amar. Para lembrarmos dos entes queridos que já se foram, é preciso olharmos bem no fundo do coração e olhar suas fotos, pois o tempo vai apagando tudo aos poucos. Bendito tempo, pois sem ele, quanto sofrimento! A saudade se acomoda com o tempo, e ficamos eternamente guardados na memoria e no coração dos nosso amores terrestres.

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